Felipe Diniz
O beijo dela ainda está na minha boca. O gosto de sal, raiva e despedida. Nada no mundo se compara àquele instante em que Helena me empurrou contra o próprio limite — entre o desejo e a dor.
Quando a puxei para perto, juro que não pensei. Foi instinto. Foi necessidade. Foi a alma tentando se reconectar com o que perdeu.
O corpo dela tremeu, mas não recuou. E, por um segundo, achei que o tempo voltaria — que tudo que destruí pudesse ser reconstruído com aquele beijo.
Mas então veio