Helena
O portão do presídio se fecha atrás dele com um som seco, metálico, que corta o ar como uma sentença ao contrário. Por um instante, fico imóvel, observando-o sair — mais magro, o rosto marcado por sombras que o tempo e a culpa deixaram.
Felipe Diniz.
O menino que na infância foi o meu refúgio. O homem que anos depois me destruiu. E o mesmo que, de alguma forma inexplicável, ainda habita cada canto de mim.
O vento frio da manhã toca o meu rosto, e o gosto do ar é o mesmo de quando tudo co