Felipe Diniz
Há algo de estranho em respirar liberdade quando o coração ainda vive em cativeiro. As grades ficaram para trás, mas as lembranças continuam presas dentro de mim — ecos metálicos de tudo o que fui e do que perdi.
Eu, Felipe Diniz, o homem que já teve o mundo nas mãos, agora acordo todos os dias tentando reaprender o que é recomeçar sem destruir.
As manhãs são diferentes. Não há motoristas, secretárias, agendas. Só o barulho da chaleira e o café amargo que eu mesmo preparo. Antes, o