A mão invisível

Helena

O prédio da Diniz Cosmetics sempre foi luminoso. Vidro por todos os lados, corredores tão brancos que refletiam até pensamentos, e aquele perfume discreto de ambiente corporativo que sempre me deu a sensação de normalidade. De rotina. De controle. Mas naquela manhã… não. Naquela manhã, algo estava errado. Eu percebi no exato instante em que as portas do elevador se abriram. Foi como atravessar um limiar invisível — do lado de dentro, ar; do lado de fora, um silêncio que não era silêncio. Não era ausência de som. Era presença de algo. Algo denso. Pontudo. Quase metálico. O tipo de silêncio que antecede acidentes. Ou explosões. Ou mortes. Um silêncio que parecia observar.

A analista da recepção, Júlia, não levantou os olhos — e ela sempre levantava. Sempre sorria. Sempre perguntava do meu café. Mas hoje? Nada. Nem um movimento das pupilas. O segurança fingiu que não me reconheceu. Literalmente fingiu. Virou o rosto. Rápido demais. Culposo demais. As pessoas passaram por mim des
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