Helena
O prédio da Diniz Cosmetics sempre foi luminoso. Vidro por todos os lados, corredores tão brancos que refletiam até pensamentos, e aquele perfume discreto de ambiente corporativo que sempre me deu a sensação de normalidade. De rotina. De controle. Mas naquela manhã… não. Naquela manhã, algo estava errado. Eu percebi no exato instante em que as portas do elevador se abriram. Foi como atravessar um limiar invisível — do lado de dentro, ar; do lado de fora, um silêncio que não era silêncio