Helena EvelynEu desliguei o telefone com a mão tremendo.A voz da minha mãe ainda ecoava na minha cabeça, misturada com o alívio de ouvir que todos estavam bem e o peso da mentira que eu tinha acabado de contar.São Paulo.Eu disse que estava em São Paulo.Se ela soubesse que a filha está do outro lado do mundo, com documentos falsos, trabalhando como modelo de lingerie…Ela não ia nem desmaiar. Ia cair dura no chão.Joguei o celular na cama e me sentei, passando as mãos no rosto.— Onde é que você foi se meter, Helena? — murmurei para mim mesma.Minha cabeça girava em círculos: Marcela, a proposta falsa, os documentos, o avião, o medo, a fuga… e, no meio disso tudo, um homem de terno, olhos negros e arrogância infinita, que me olhava como se pudesse ler todas as minhas mentiras.Nathan Keen.Se ele descobrisse que eu não me chamava Valentina, que eu não tinha vinte e cinco anos, que tudo aquilo nos papéis era uma farsa, eu estava acabada. Ele tinha poder, dinheiro, influência… e ódi
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