Elizabeth Soares morava numa casa modesta, com paredes de cal branca já desgastadas pelo tempo. O jardim na frente era simples, mas cuidadosamente podado — margaridas, lavandas e uma pitangueira carregada. A casa exalava cheiro de terra molhada e folhas secas, como se o tempo ali passasse devagar.
Dentro, Elizabeth lia um romance com a capa gasta, os óculos pendendo na ponta do nariz. Uma xícara de chá esfriava ao lado. Quando o interfone tocou, ela levou alguns segundos para reagir.
— Dona Eli