Na manhã seguinte, o sol mal passava pelas vidraças espelhadas da Construtora Mancini.
Leonel surgiu no saguão com a mesma postura de sempre: terno alinhado, sorriso fácil, passos firmes. Mas havia algo nos olhos. Uma rigidez nas pálpebras, um leve ranger de mandíbula. Ele estava diferente. Como quem sente que o chão está prestes a ceder.
E estava.
Amanda o encontrou no corredor do oitavo andar. Estava sozinha, com uma pasta fina nas mãos e a calma precisa de quem sabe mais do que mostra.
— Leo