Amanda sentou-se à cabeceira da longa mesa de reuniões da Construtora Mancini como quem assume um trono em ruínas. O ambiente estava carregado, denso, quase irrespirável. Os principais nomes do jurídico, do setor de relações públicas e do conselho de administração murmuravam entre si, trocando olhares sombrios. Os rumores que ecoavam pelos corredores agora tinham corpo, forma, e estavam prestes a virar uma bomba de alcance nacional.
O relógio marcava 9h12. Amanda nem lembrava do gosto do café