O sol mal rasgava a névoa espessa que envolvia a Avenida Paulista quando Amanda atravessou o amplo corredor de vidro da cobertura da Construtora Mancini. O som ritmado de seus saltos de couro ecoava como um gongo anunciando batalha. Seu blazer azul-marinho, perfeitamente alinhado sobre a blusa de seda branca, moldava seus ombros com rigidez militar. O coque alto e apertado parecia esculpido a cinzel — não havia fio solto, assim como não havia hesitação em seu semblante.
Na sala de reuniões, as