Daniel subiu as escadas sem fazer barulho.
Não sabia o que procurava. Talvez só ar. Talvez paz. Talvez Amanda.
Desde que entregara o anel, algo dentro dele se partia em camadas lentas, quase imperceptíveis. Como uma rachadura que corre pelas paredes sem som, mas que um dia derruba tudo.
Passou pelo corredor, os passos hesitantes. A luz tênue do quarto de Amanda escapava por debaixo da porta, convidativa e cruel.
E foi aí que ouviu.
Risos baixos.
Um silêncio confortável.
E então… o som das vozes