VITTORIO NARRANDO
O cheiro do couro italiano ainda pairava no ar quando fechei a porta do escritório. A madeira maciça abafava os sons lá de fora, e naquele momento, o silêncio era minha única companhia.
Silêncio e expectativa.
A pasta com os documentos do casamento já estava sobre a mesa. Tinha o peso de uma sentença. Mas diferente do que muitos pensariam, não era ela quem estava sendo condenada. Era eu. Ou talvez os dois.
A cada passo que eu dava rumo a esse destino, sabia que deixava algo p