VITTORIO NARRANDO
As paredes do salão da mansão Trevisani pareciam sempre apertar quando havia reunião de cúpula. Era como se cada olhar ali dentro carregasse mais veneno que qualquer arma engatilhada. Mafiosos de sobrenomes pesados, gravatas caras, mãos manchadas de sangue e fortuna. Cada um sorria como se estivéssemos num jantar de gala. Mas ali não havia celebração. Havia cobrança.
E hoje… a cobrança era sobre mim.
Me acomodei na poltrona de couro escuro, com o copo de bourbon entre os dedo