CATERINA
O salão privado da mansão estava silencioso, exceto pelo som suave do decanter onde Caterina servia o próprio vinho. Cada movimento era calculado, elegante, frio.
Ela observava os jardins lá fora, como se fossem um tabuleiro de xadrez.
— Seu filho está perdendo o foco — disse uma voz masculina às suas costas.
Era Vittore Moretti, primo distante, conselheiro de longa data e um homem cuja lealdade à família sempre fora absoluta.
Ele próprio, temido nos bastidores.
— Não — respondeu Cater