CATERINA
O salão privado da mansão estava silencioso, exceto pelo som suave do decanter onde Caterina servia o próprio vinho. Cada movimento era calculado, elegante, frio.
Ela observava os jardins lá fora, como se fossem um tabuleiro de xadrez.
— Seu filho está perdendo o foco — disse uma voz masculina às suas costas.
Era Vittore Moretti, primo distante, conselheiro de longa data e um homem cuja lealdade à família sempre fora absoluta.
Ele próprio, temido nos bastidores.
— Não — respondeu Caterina, calmamente. — Ele está cedendo.
E quando Lorenzo cede… o que vem depois é sempre destruição.
Vittore cruzou os braços.
— A professora pode ser um problema.
Caterina sorveu um gole do vinho, sem emoção.
— Todos podem ser um problema. A diferença… é que alguns precisam ser eliminados com mais delicadeza.
Vittore estreitou os olhos.
— E Lorenzo?
Ela sorriu, um sorriso tão suave quanto mortal.
— Lorenzo nunca precisou saber de tudo que faço pelo bem dele.
ELENA
Elena caminhava até o carro, aind