ELENA
A sala parecia menor naquela noite.
Ou talvez fosse ela quem se sentia pequena diante da conversa que precisava ter.
Os pais esperavam em silêncio, sentados no sofá.
A mãe, com as mãos cruzadas no colo, observava com preocupação amorosa.
O pai, sério, com aquela postura de quem pressente tempestades.
Elena respirou fundo.
— Mãe… pai… — começou, com dificuldade. — Eu conheci alguém.
A mãe abriu um sorriso, mas o pai permaneceu atento, como se tentasse ler além das palavras.
— Isso é ótimo,