Elena acordou com uma sensação estranha.
Não era medo.
Não era ansiedade.
Era… antecipação.
A conversa da noite anterior com Lorenzo ainda ecoava em sua mente, como se cada frase dele estivesse tatuada no ar que ela respirava.
“Quero que entres na minha vida.
Quero te proteger.
Quero que escolhas sem medo.”
Ela se sentou na cama, abraçando os joelhos, tentando entender como um homem como ele — poderoso, temido, cheio de segredos — podia olhar para ela como se estivesse diante de algo precioso.
Mas antes que pudesse aprofundar o pensamento, ouviu vozes na cozinha.
Rita.
A melhor amiga já estava lá, provavelmente conversando com seus pais, porque privacidade era um conceito que Rita simplesmente ignorava.
Elena respirou fundo e se levantou.
Quando entrou na cozinha, encontrou os três sentados à mesa, a conversa suspensa no momento em que a viram.
— Dorminhoca — Rita disse com um sorriso travesso. — Temos muito que conversar.
A mãe de Elena observou a filha com um olhar que misturava pre