LORENZO
Assim que Elena se afastou pelo corredor, Lorenzo manteve os olhos fixos na mãe.
— O que você disse a ela? — perguntou, sem rodeios.
Caterina ergueu o queixo, impassível.
— O que precisava ser dito.
— Não da sua conta.
Ela arqueou uma sobrancelha com a calma de quem raremente é contrariada.
— Tudo que diz respeito a você é da minha conta, Lorenzo. E sempre será.
Ele respirou fundo, mas não naquele autocontrole elegante que exibia em reuniões ou negociações.
Era um controle tenso, feroz,