Elena caminhava rápido pela rua iluminada, sentindo o vento frio bater contra o rosto, tentando ordenar o torvelinho de pensamentos que a consumia.
Ela estava indo encontrá-lo.
De novo.
Depois de tudo.
A mãe de Lorenzo havia deixado cicatrizes invisíveis na sua dignidade naquela manhã. Poucas pessoas conseguiam feri-la com palavras, mas aquela mulher… aquela mulher tinha o dom de fazer o mundo inteiro parecer um lugar onde Elena não pertencia.
E ainda assim, ali estava ela, seguindo em direção ao homem que causava tanto caos dentro dela.
Cada passo parecia mais alto do que o normal, como se ecoasse na calçada vazia.
Quando dobrou a esquina e avistou o restaurante onde Lorenzo marcara o encontro, o estômago se contraiu. As janelas eram amplas, elegantes, e mesmo de longe ela pôde ver que o salão interno estava vazio. Reservado. Preparado.
Para eles dois.
O coração bateu forte.
— Elena?
Ela se virou.
Rita estava parada na calçada, exatamente como Elena temera — porque o des