LORENZO
A mansão Moretti tinha um silêncio particular — pesado, sólido, quase ancestral. Um silêncio que Lorenzo conhecia bem, e que sempre anunciava a mesma coisa: sua mãe estava em casa.
Ele caminhou pelo corredor principal, o piso de mármore refletindo os passos precisos.
Ninguém ousava falar quando ele passava.
Mas quando se tratava dela, o respeito se tornava reverência.
No final do corredor, a porta do salão estava entreaberta.
Ele ouviu o som de taças, o eco elegante de porcelana sendo c