Na segunda-feira, Mila acordou antes do sol nascer.
Abriu a janela do quarto e ficou alguns instantes olhando o céu, que clareava devagar.
Era bonito perceber como os dias, mesmo iguais, nunca se repetiam de verdade.
Sentiu o cheiro do café vindo da cozinha.
Blerim, como sempre, já estava em movimento.
Quando entrou, encontrou-o encostado na bancada, mexendo o celular.
Ele ergueu o rosto e sorriu daquele jeito tranquilo que sempre fazia tudo se encaixar.
— Bom dia, escritora.
— Bom dia. — Ela p