Capítulo 70

Era domingo e o mundo parecia mais silencioso do que o normal.

O tipo de silêncio que não pesa — que acolhe, como um cobertor sobre os ombros.

Mila acordou com o som de pratos na cozinha.

Sentiu o cheiro de café e pão aquecido.

Sorriu antes mesmo de abrir os olhos.

— Se isso for um sonho, não me acorda — murmurou, enrolada no lençol.

— Não é sonho. Mas eu trouxe café — disse Blerim, entrando com a bandeja nas mãos.

Ele vestia uma camiseta velha, manchada de tinta, e o cabelo desalinhado.

Era, de longe, o homem mais bonito que ela já vira.

— Tá querendo pontos eternos?

— Talvez. — Ele se sentou na beirada da cama. — Ou talvez eu só goste de ver você sorrir assim, sem esforço.

Ela o puxou pelo colarinho e o beijou, antes mesmo do primeiro gole de café.

— Obrigada por isso. Por tudo.

— Ainda vem mais.

— Mais?

— Hoje é dia de boas surpresas.

Depois do café, passaram a manhã organizando a antiga garagem.

Mila tirava as caixas, empilhava panos velhos, enquanto Blerim media paredes, fazia es
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