Era domingo e o mundo parecia mais silencioso do que o normal.
O tipo de silêncio que não pesa — que acolhe, como um cobertor sobre os ombros.
Mila acordou com o som de pratos na cozinha.
Sentiu o cheiro de café e pão aquecido.
Sorriu antes mesmo de abrir os olhos.
— Se isso for um sonho, não me acorda — murmurou, enrolada no lençol.
— Não é sonho. Mas eu trouxe café — disse Blerim, entrando com a bandeja nas mãos.
Ele vestia uma camiseta velha, manchada de tinta, e o cabelo desalinhado.
Era, d