Naquela manhã, Mila acordou com uma única certeza: chega.
Chega de nostalgia.
Chega de pesar cada passo como se o chão fosse desabar.
Chega de ser a versão suspirante e sofrida de si mesma.
Abriu a janela da sala com força, deixando o vento frio entrar sem pedir licença.
— Pronto, Berat. Hoje você vai ver quem é Mila Dervishi de verdade.
Fez café, amarrou o cabelo num coque desleixado e deu uma volta pela casa com olhar crítico.
Parou diante da parede da sala — aquela, meio desbotada, onde o re