O relógio marcava quase meia-noite quando Amara deixou o quarto.
O corpo ainda carregava os resquícios da adrenalina, o peito apertado, a mente em guerra.
Ela precisava de ar.
Precisava fugir do cheiro dele, da presença dele, da maldita forma como aquele homem a consumia sem esforço.
Mas, claro, Dante Moretti não sabia respeitar espaços.
Encontrou-o na varanda dos fundos da mansão, camisa aberta, o cigarro entre os dedos, o olhar perdido na escuridão da noite.
Ele nem se virou quand