Mundo ficciónIniciar sesiónAlice acreditava que sua vida tinha acabado quando foi traída por aqueles que mais amava, sendo condenada a um coma profundo por cinco longos anos. Mas o destino — ou talvez uma vingança bem planejada — tinha outros planos. Ao abrir os olhos, ela não encontra apenas as cicatrizes do passado, mas três crianças de olhos brilhantes que a chamam de "mamãe". A confusão se transforma em choque quando ela descobre quem é o pai: Arthur Stone implacável CEO do império Stone, um homem cujo poder é tão vasto quanto sua arrogância. Enquanto Alice arde em desejo de fazer sua família pagar por cada dia de sono perdido, Arthur surge como um obstáculo irresistível. Ele não quer apenas uma mãe para seus filhos; ele quer a mulher que despertou de um sono eterno para o seu domínio. Entre segredos corporativos, a fúria de uma mulher injustiçada e a sedução de um homem que domina tudo o que toca, Alice precisará decidir: ela vai lutar por sua liberdade ou se perder nos braços do seu "príncipe" nada encantado?
Leer másAlice ficou olhando para o calendário na parede por meio minuto antes de sua mente processar a informação.
Ela esteve dormindo por Cinco anos! "Senhorita Alice, os genes excepcionais que você carrega, combinados com a nossa tecnologia de congelamento a laser, eliminaram completamente as toxinas do seu sangue. Parabéns pela sua nova vida!" Ela virou a cabeça, observando o movimento dos lábios do médico enquanto suas memórias voltavam em flashes confusos. Há Cinco anos, ela fora diagnosticada com uma doença sanguínea rara. À beira da morte e do desespero, ela descobriu uma conspiração terrível. "Vou te contar a verdade, já que sinto pena de você: na verdade, você vem tomando remédios para simular doenças crônicas o tempo todo!", disse a Dra. Helena com um sorriso presunçoso. O tio ao lado dela ria histericamente. "Você realmente achou que a acolhemos de volta por bondade? Foi apenas pela herança deixada por seus pais." "Sua tola, você acredita mesmo que o acidente de carro deles foi um acidente?" "A propósito, priminha, tenho que te agradecer", debochou Jéssica, exibindo sua silhueta charmosa. "Tudo o que você fez pelo Bruno serviu para que eu pudesse ter um namorado tão bom agora." As palavras explodiam como bombas nos ouvidos de Alice. "Seus monstros! Escória!", gritou ela na época, tentando alcançar a hipocrisia naqueles rostos, mas eles apenas se esquivaram, rindo de sua fraqueza. Eles saíram vitoriosos, deixando-a para trás com o rosto pálido e lágrimas frias. Mas Alice não estava disposta a aceitar o fim. Com um resto de força, ela apertou o botão de chamada, caindo no chão e arfando de agonia com a dor física — que não era nada comparada à dor da traição. Quando o médico assistente chegou e viu o estado da jovem de vinte anos, sentiu piedade. Alice agarrou sua manga: "Doutor... eu aceito... o experimento. Eu não quero morrer! Salve-me!" O hospital havia desenvolvido uma tecnologia experimental de congelamento a laser, nunca testada clinicamente, que poderia levar à decomposição do corpo. Para Alice, nada importava. Ela só queria viver para buscar justiça. O corpo dela entrou em estado dormente por cinco longos anos. E agora, ela sobreviveu. Alice apertou o lençol com força, os olhos tomados por uma escuridão profunda. Finalmente, ela poderia lidar com aqueles que destruíram sua família. "Srta. Alice, o hospital está grato por você ter aceitado o experimento. Todas as suas despesas médicas foram isentas", explicou o Dr. Zian. Ela sorriu docemente, escondendo o fogo interno. "Obrigada, Dr. Zian. Como estão... os meus familiares?" O médico suspirou, achando que ela ainda se preocupava com eles. "Após o seu coma, eles tomaram posse da mansão e da empresa dos seus pais. Ouvi dizer que sua prima, Jéssica, vai ficar noiva em breve." Noivado? Os olhos de Alice brilharam com um frio glacial. Jéssica e Bruno finalmente iam oficializar a união construída sobre a desgraça dela. "Ah, sim, tem mais uma coisa", acrescentou o médico. "Lembra-se dos óvulos de alta qualidade que você doou antes do coma? Eles foram comprados por um preço alto para fertilização in vitro. O procedimento foi um sucesso absoluto. Em outras palavras, você tem dois filhos e uma filha neste mundo."Do outro lado da linha, Arthur tinha acabado de desligar o telefone quando foi provocado por Diogo Valesco , o presidente do Grupo Valesco. "Qual é o seu problema? Você contratou uma assistente mulher. Você nunca deixa mulheres chegarem perto de você." "Ela é diferente", murmurou Arthur. Ele tomou um gole de café e, em meio à fumaça, sua expressão suavizou-se sensivelmente. "Será que você se apaixonou por ela?", Diogo deu uma risadinha maliciosa. Vendo que ele não respondeu de imediato, o sócio ergueu as sobrancelhas. O silêncio era uma confirmação? Imediatamente, Diogo aproximou a cadeira: "Sério? Nunca o vi assim. Diga-me logo, quem é ela? Irei descobrir tudo para você." Eles chegaram a envolver o Secretário , que estava ao lado, na fofoca. "a assistente do seu chefe é bonita?" O secretário olhou para Arthur e depois para o sócio, perplexo: "Ah...". "Fique quieto e longe de mim", disparou Arthur, lançando um olhar de desdém aos dois. "Tudo bem, com essa frieza, que tipo de gar
No dia seguinte, Alice vestiu um terno elegante, fez uma maquiagem leve e desceu as escadas. Ao passar pela sala, viu Jéssica jogada no sofá e deu-lhe um sorriso de soslaio. "Quem você pensa que é?", disparou Jéssica, notando o deboche. "Só porque veste um terno não significa que seja elite. Você sequer tem competência para um emprego de verdade." Alice apenas jogou os cabelos para trás e saiu, ignorando o comentário. Helena desceu logo em seguida, observando a sobrinha partir. "Ela conseguiu um emprego?" "Que tipo de emprego alguém como ela conseguiria?", desdenhou Jéssica. "Deve ser em uma empresinha de terceira categoria. Aposto que será demitida em dois dias." Enquanto isso, Alice parava diante da tal "empresa de terceira categoria": o imponente edifício do Grupo Stone, cujas letras douradas brilhavam ao sol. Na recepção, Fabiola ficou deslumbrada com a beleza de Alice. "Bom dia!", cumprimentou a recepcionista. "Bom dia, sou Alice. Comecei agora e ainda não conheço bem meus
Assim que entrou no carro, Alice soltou um suspiro de alívio. Ela conhecia Kaike há anos, mas aquele primeiro encontro físico a deixara desconfortável. Não era o momento de tratar de assuntos sérios; ela precisaria encontrar outra oportunidade para falar com seu contato L. Alheia ao semblante sombrio de Arthur, ela pegou o celular. Uma mensagem de Mariana brilhou na tela: "Mãe, quando você volta?". Os trigêmeos estavam preocupados, achando que o pai não seria capaz de convencê-la a jantar com eles. Um sorriso doce surgiu no rosto de Alice, iluminando seus olhos. "A mamãe acabou de sair do trabalho e está a caminho. Já chego! Peça ao tio governanta para preparar sobremesas, jantaremos juntas. Beijos!" Ela desligou o celular com o sorriso ainda nos lábios, mas logo sentiu a "baixa pressão" vinda do banco do motorista. Arthur parecia normal, mas a atmosfera estava gélida. Ele estava infeliz: ela sorrira para outro homem lá fora, mas, desde que entrara no carro, o ignorara completamen
Alguns dias depois, Alice marcou um encontro com Arthur e foi até a sede do Grupo Stone. Fabiola, a recepcionista, arregalou os olhos ao ver uma figura elegante caminhando pelo saguão. A recém-chegada tinha lábios vermelhos vibrantes, o cabelo preso num coque sofisticado e vestia um terno feminino preto impecável. Quando foi que a empresa contratou uma beleza tão estonteante? No trigésimo quinto andar, Alice bateu à porta do gabinete do CEO. Arthur estava soterrado em documentos, mas fez uma pausa para olhá-la. "Venha comigo a uma reunião daqui a meia hora", disse ele, voltando ao trabalho. Alice sentou-se e começou a ler os documentos técnicos que ele lhe deu. Embora houvesse termos complexos, ela havia feito o dever de casa e não teve dificuldades. Arthur lançou-lhe um olhar discreto, e seu semblante suavizou-se. Ao caminharem para a reunião, o burburinho tomou conta dos corredores. "Quem é aquela beldade com o Presidente Arthur?", sussurravam os funcionários. "Dizem que é a nova
À noite, Alice preparou o jantar novamente. Ao colocar os pratos na mesa, notou a ausência de Arthur. "Onde está seu pai?" “Papai provavelmente está trabalhando no escritório de novo”, respondeu Theo, pulando da cadeira para chamá-lo. Aproveitando a oportunidade, Mariana reclamou: "Mãe, o papai sempre esquece de comer quando está focado. Você pode fazer algo a respeito? Não comer faz mal, você aguentaria ver a saúde dele piorar?" Alice suspirou. "Bem, eu não tenho autoridade para controlar isso." "Sim, ele vai te ouvir!", insistiu Noah. "Por que você não se torna assistente dele? Assim cuida dele de perto e não precisamos ver tios e tias estranhas seguindo o papai o dia todo." Incentivada pela "conspiração" dos filhos, Alice finalmente concordou. Antes de ela ir para casa, Arthur fez uma pergunta direta: "Você quer retomar a Corporação Ricie das mãos de Carlos?" Os olhos de Alice brilharam. Ela não queria apenas as ações; queria o controle total. Arthur sorriu: "Você apr
Após retornar para casa, o coração de Alice permaneceu inquieto. Assim que entrou, deu de cara com Jéssica, que a analisou com confusão. "O que há de errado com você? Por que seu rosto está tão vermelho?" "Não me diga que andou se divertindo com algum cara qualquer...", provocou a prima. Alice apenas revirou os olhos e subiu. Mesmo que fosse um cara qualquer, é um com quem você não teria a mínima chance, pensou. Ao entrar no quarto, ela desabou na cama, escondendo o rosto no travesseiro. No dia seguinte, um telefonema a despertou. "Ainda não acordou?", uma voz fria e magnética surgiu do outro lado. Alice despertou instantaneamente. Arthur! Por que ele estava ligando de novo? "Venha tomar café da manhã aqui", convidou ele, com um tom divertido. "Não vou." "Mas as crianças sentem tanto a sua falta...", ele usou sua carta na manga. "A pequena Mariana não quer comer e está esperando por você; ela ainda está frágil da febre..."





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