Mundo de ficçãoIniciar sessãoAlice acreditava que sua vida tinha acabado quando foi traída por aqueles que mais amava, sendo condenada a um coma profundo por cinco longos anos. Mas o destino — ou talvez uma vingança bem planejada — tinha outros planos. Ao abrir os olhos, ela não encontra apenas as cicatrizes do passado, mas três crianças de olhos brilhantes que a chamam de "mamãe". A confusão se transforma em choque quando ela descobre quem é o pai: Arthur Stone implacável CEO do império Stone, um homem cujo poder é tão vasto quanto sua arrogância. Enquanto Alice arde em desejo de fazer sua família pagar por cada dia de sono perdido, Arthur surge como um obstáculo irresistível. Ele não quer apenas uma mãe para seus filhos; ele quer a mulher que despertou de um sono eterno para o seu domínio. Entre segredos corporativos, a fúria de uma mulher injustiçada e a sedução de um homem que domina tudo o que toca, Alice precisará decidir: ela vai lutar por sua liberdade ou se perder nos braços do seu "príncipe" nada encantado?
Ler maisAlice ficou olhando para o calendário na parede por meio minuto antes de sua mente processar a informação.
Ela esteve dormindo por anos! "Senhorita Alice, os genes excepcionais que você carrega, combinados com a nossa tecnologia de congelamento a laser, eliminaram completamente as toxinas do seu sangue. Parabéns pela sua nova vida!" Ela virou a cabeça, observando o movimento dos lábios do médico enquanto suas memórias voltavam em flashes confusos. Há anos, ela fora diagnosticada com uma doença sanguínea rara. À beira da morte e do desespero, ela descobriu uma conspiração terrível. "Vou te contar a verdade, já que sinto pena de você: na verdade, você vem tomando remédios para simular doenças crônicas o tempo todo!", disse a Dra. Helena com um sorriso presunçoso. O tio ao lado dela ria histericamente. "Você realmente achou que a acolhemos de volta por bondade? Foi apenas pela herança deixada por seus pais." "Sua tola, você acredita mesmo que o acidente de carro deles foi um acidente?" "A propósito, priminha, tenho que te agradecer", debochou Jéssica, exibindo sua silhueta charmosa. "Tudo o que você fez pelo Bruno serviu para que eu pudesse ter um namorado tão bom agora." As palavras explodiam como bombas nos ouvidos de Alice. "Seus monstros! Escória!", gritou ela na época, tentando alcançar a hipocrisia naqueles rostos, mas eles apenas se esquivaram, rindo de sua fraqueza. Eles saíram vitoriosos, deixando-a para trás com o rosto pálido e lágrimas frias. Mas Alice não estava disposta a aceitar o fim. Com um resto de força, ela apertou o botão de chamada, caindo no chão e arfando de agonia com a dor física — que não era nada comparada à dor da traição. Quando o médico assistente chegou e viu o estado da jovem de vinte anos, sentiu piedade. Alice agarrou sua manga: "Doutor... eu aceito... o experimento. Eu não quero morrer! Salve-me!" O hospital havia desenvolvido uma tecnologia experimental de congelamento a laser, nunca testada clinicamente, que poderia levar à decomposição do corpo. Para Alice, nada importava. Ela só queria viver para buscar justiça. O corpo dela entrou em estado dormente por cinco longos anos. E agora, ela sobreviveu. Alice apertou o lençol com força, os olhos tomados por uma escuridão profunda. Finalmente, ela poderia lidar com aqueles que destruíram sua família. "Srta. Alice, o hospital está grato por você ter aceitado o experimento. Todas as suas despesas médicas foram isentas", explicou o Dr. Zian. Ela sorriu docemente, escondendo o fogo interno. "Obrigada, Dr. Zian. Como estão... os meus familiares?" O médico suspirou, achando que ela ainda se preocupava com eles. "Após o seu coma, eles tomaram posse da mansão e da empresa dos seus pais. Ouvi dizer que sua prima, Jéssica, vai ficar noiva em breve." Noivado? Os olhos de Alice brilharam com um frio glacial. Jéssica e Bruno finalmente iam oficializar a união construída sobre a desgraça dela. "Ah, sim, tem mais uma coisa", acrescentou o médico. "Lembra-se dos óvulos de alta qualidade que você doou antes do coma? Eles foram comprados por um preço alto para fertilização in vitro. O procedimento foi um sucesso absoluto. Em outras palavras, você tem dois filhos e uma filha neste mundo."Alice , agora à frente do Grupo Ricie com mão de ferro. Eram quase nove da noite. Arthur andava de um lado para o outro na sala, os olhos prateados faiscando como uma tempestade iminente. Os trigêmeos finalmente tinham pego no sono após uma batalha de banhos e jantares, mas a poltrona de Alice continuava vazia. O ciúme de Arthur era uma fera adormecida que acordava toda vez que ele não tinha Alice sob seu campo de visão. Quando o som da chave girando na fechadura ecoou, ele parou abruptamente. Alice entrou, jogando a bolsa no sofá, parecendo exausta. Antes que pudesse dizer "oi", Arthur já estava sobre ela, prensando-a contra a porta fechada com o peso do seu corpo. — Onde você estava? — a voz dele era um rosnado baixo, perigoso. — O escritório fechou às seis, Alice. São três horas de silêncio. Com quem você estava? Alice piscou, surpresa com a intensidade do ataque. — Arthur, o relatório trimestral... o sistema caiu e eu tive que refazer tudo manualmente. Eu te mandei mensagem,
Os preparativos para o casamento foram intensos.Uma cerimônia perfeita para destacar as três daminhas e pajens adoráveis. Como a mãe de Arthur amava grandes eventos e Alice não tinha experiência com protocolos, a organização ficou inteiramente nas mãos da sogra e de Arthur.Com a data marcada, Arthur escrevia cada convite à mão com uma seriedade comovente. Alice aproximou-se e o abraçou pelas costas. "Por que você ainda não terminou?"O movimento quase borrou a tinta. Ele parou, virou a cabeça e a beijou. "Pare de brincar. Ainda faltam alguns. Veja se deixei passar alguém da sua lista."Ela examinou os nomes: diplomatas, amigos e parceiros. Notou algumas folhas em branco. Arthur deu um tapinha carinhoso em sua cabeça. "Há pessoas da sua rede, como a Raissa, que eu não conheço bem. Você precisa anotá-las."O dia do casamento chegou sob um sol radiante em um gramado impecável. Arthur estava visivelmente nervoso. Seguindo uma tradiçao, o casal não se vira nos últimos três dias para garan
"Alice..."Arthur olhou para ela, seus olhos tão escuros quanto o céu noturno, contendo uma galáxia de emoções. Ele a puxou para seus braços, deixando a cabeça dela descansar na curva de seu pescoço. "Obrigado," sussurrou ele."Que bobagem você está falando?", sorriu Alice. De repente, um impulso tomou conta dela. Sem hesitar, ela disparou: "Vamos nos casar."Arthur congelou, afastando-se para encará-la com um olhar intenso. "Você está falando sério?".Após a surpresa inicial, ela sentiu um alívio imenso. "Claro que é verdade. Quanto ao horário, você pode decidir."Ele a desejava tanto que sentia que ia enlouquecer. Dar a ele o poder de decisão significava que ele a marcaria como sua o mais rápido possível. "Você sabe o que está dizendo, não é? Não há volta atrás.""Eu não te disse que deixaria tudo para você? Acha que estou brincando?""Mesmo que estivesse, eu já levei a sério. É tarde demais agora," disse Arthur, abraçando-a novamente com o corpo tremendo de euforia"Ok," murmurou
Após resgatar Alice da delegacia (onde ela fora levada para exames após o flagrante), Arthur a vigiava obsessivamente. A mulher, em um sono profundo causado pelo produto químico, assemelhava-se à Bela Adormecida de um conto de fadas, sem demonstrar qualquer intenção de acordar.O rosto de Arthur estava gélido como o rigor do inverno. Horas antes, na delegacia, ao ver Kayke sendo pressionado contra o chão, o criminoso tentara levantar a cabeça. No instante em que seus olhares se cruzaram, Kayke empalideceu ao reconhecer o poder avassalador de Arthur. É ele? Mas como ele soube?, pensava o vilão, antes de ser levado para a custódia definitiva."Não se preocupe, ela só desmaiou," aconselhara um policial experiente ao ver a fúria contida no empresário.Dentro do quarto luxuoso na mansão, o médico da família chegou à mesma conclusão. "Ela deve acordar em meia hora," disse ele, guardando os equipamentos. Ao notar a expressão sombria de Arthur, o médico brincou: "Não faça essa cara. Vão pe










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