Mundo ficciónIniciar sesiónAlice acreditava que sua vida tinha acabado quando foi traída por aqueles que mais amava, sendo condenada a um coma profundo por cinco longos anos. Mas o destino — ou talvez uma vingança bem planejada — tinha outros planos. Ao abrir os olhos, ela não encontra apenas as cicatrizes do passado, mas três crianças de olhos brilhantes que a chamam de "mamãe". A confusão se transforma em choque quando ela descobre quem é o pai: Arthur Stone implacável CEO do império Stone, um homem cujo poder é tão vasto quanto sua arrogância. Enquanto Alice arde em desejo de fazer sua família pagar por cada dia de sono perdido, Arthur surge como um obstáculo irresistível. Ele não quer apenas uma mãe para seus filhos; ele quer a mulher que despertou de um sono eterno para o seu domínio. Entre segredos corporativos, a fúria de uma mulher injustiçada e a sedução de um homem que domina tudo o que toca, Alice precisará decidir: ela vai lutar por sua liberdade ou se perder nos braços do seu "príncipe" nada encantado?
Leer másAlice , agora à frente do Grupo Ricie com mão de ferro. Eram quase nove da noite. Arthur andava de um lado para o outro na sala, os olhos prateados faiscando como uma tempestade iminente. Os trigêmeos finalmente tinham pego no sono após uma batalha de banhos e jantares, mas a poltrona de Alice continuava vazia. O ciúme de Arthur era uma fera adormecida que acordava toda vez que ele não tinha Alice sob seu campo de visão. Quando o som da chave girando na fechadura ecoou, ele parou abruptamente. Alice entrou, jogando a bolsa no sofá, parecendo exausta. Antes que pudesse dizer "oi", Arthur já estava sobre ela, prensando-a contra a porta fechada com o peso do seu corpo. — Onde você estava? — a voz dele era um rosnado baixo, perigoso. — O escritório fechou às seis, Alice. São três horas de silêncio. Com quem você estava? Alice piscou, surpresa com a intensidade do ataque. — Arthur, o relatório trimestral... o sistema caiu e eu tive que refazer tudo manualmente. Eu te mandei mensagem,
Os preparativos para o casamento foram intensos.Uma cerimônia perfeita para destacar as três daminhas e pajens adoráveis. Como a mãe de Arthur amava grandes eventos e Alice não tinha experiência com protocolos, a organização ficou inteiramente nas mãos da sogra e de Arthur.Com a data marcada, Arthur escrevia cada convite à mão com uma seriedade comovente. Alice aproximou-se e o abraçou pelas costas. "Por que você ainda não terminou?"O movimento quase borrou a tinta. Ele parou, virou a cabeça e a beijou. "Pare de brincar. Ainda faltam alguns. Veja se deixei passar alguém da sua lista."Ela examinou os nomes: diplomatas, amigos e parceiros. Notou algumas folhas em branco. Arthur deu um tapinha carinhoso em sua cabeça. "Há pessoas da sua rede, como a Raissa, que eu não conheço bem. Você precisa anotá-las."O dia do casamento chegou sob um sol radiante em um gramado impecável. Arthur estava visivelmente nervoso. Seguindo uma tradiçao, o casal não se vira nos últimos três dias para garan
"Alice..."Arthur olhou para ela, seus olhos tão escuros quanto o céu noturno, contendo uma galáxia de emoções. Ele a puxou para seus braços, deixando a cabeça dela descansar na curva de seu pescoço. "Obrigado," sussurrou ele."Que bobagem você está falando?", sorriu Alice. De repente, um impulso tomou conta dela. Sem hesitar, ela disparou: "Vamos nos casar."Arthur congelou, afastando-se para encará-la com um olhar intenso. "Você está falando sério?".Após a surpresa inicial, ela sentiu um alívio imenso. "Claro que é verdade. Quanto ao horário, você pode decidir."Ele a desejava tanto que sentia que ia enlouquecer. Dar a ele o poder de decisão significava que ele a marcaria como sua o mais rápido possível. "Você sabe o que está dizendo, não é? Não há volta atrás.""Eu não te disse que deixaria tudo para você? Acha que estou brincando?""Mesmo que estivesse, eu já levei a sério. É tarde demais agora," disse Arthur, abraçando-a novamente com o corpo tremendo de euforia"Ok," murmurou
Após resgatar Alice da delegacia (onde ela fora levada para exames após o flagrante), Arthur a vigiava obsessivamente. A mulher, em um sono profundo causado pelo produto químico, assemelhava-se à Bela Adormecida de um conto de fadas, sem demonstrar qualquer intenção de acordar.O rosto de Arthur estava gélido como o rigor do inverno. Horas antes, na delegacia, ao ver Kayke sendo pressionado contra o chão, o criminoso tentara levantar a cabeça. No instante em que seus olhares se cruzaram, Kayke empalideceu ao reconhecer o poder avassalador de Arthur. É ele? Mas como ele soube?, pensava o vilão, antes de ser levado para a custódia definitiva."Não se preocupe, ela só desmaiou," aconselhara um policial experiente ao ver a fúria contida no empresário.Dentro do quarto luxuoso na mansão, o médico da família chegou à mesma conclusão. "Ela deve acordar em meia hora," disse ele, guardando os equipamentos. Ao notar a expressão sombria de Arthur, o médico brincou: "Não faça essa cara. Vão pe
Após lidar com a multidão que se dividia entre provocações e parabenizações, Alice desabou no sofá da mansão, exausta. Ela percebeu que lidar com a "bondade" súbita das pessoas podia ser tão desgastante quanto enfrentar inimigos declarados."Você está bem?" O sofá afundou quando Arthur se sentou ao lado dela. Com sua mão longa e fina, ele afastou os fios de cabelo do rosto dela, acariciando sua testa com ternura. Um calor subiu às bochechas de Alice. Embora já tivessem tido momentos íntimos, o novo status de noiva a deixava timidamente desconfortável."O que houve?", perguntou ele, percebendo a leve esquiva."Não é nada," suspirou ela, sentando-se ereta. "Está tarde. Preciso voltar para a empresa para resolver as pendências da transição. E você?"Arthur não queria se afastar, mas sabia que ela precisava consolidar sua posição no Grupo Ricie. "Eu te acompanho até a saída," disse ele, ocultando a relutância.No entanto, em frente à empresa de Ricie, a postura profissional de Arthur ru
A notícia de que Alice era a nova presidente do Grupo Ricie espalhou-se como fogo pelo salão. Os funcionários do Grupo Stone, que antes a olhavam com desdém, agora ostentavam expressões de puro desconforto. "Como isso aconteceu?", sussurravam. "Ela não tinha sido expulsa? Como se tornou presidente da noite para o dia?" Alguns ainda tentavam ligar os pontos, especulando se a demissão de Kayke não passava de uma conspiração entre os dois. Enquanto isso, Arthur fazia questão de introduzi-la ao círculo de elite. "Este é o Gerente Geral Roger da Empresa Anzheng, e esta é a Gerente Geral Alice do Grupo Ricie," apresentava ele. Alice entendia o jogo: embora tivesse o cargo, sua posição ainda era precária. Construir essas conexões era vital. Após percorrer o salão e sentir que seu rosto congelaria de tanto sorrir, ela decidiu se afastar um pouco. "Vou descansar ali, vocês podem conversar," disse ela a Arthur, que precisava atender o tio. "Está bem, eu te procuro depois," prometeu e





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