O cheiro de pólvora ainda impregnava o ar quando Dante empurrou a porta lateral do prédio com violência controlada. A rua estava deserta demais. Limpa demais. O tipo de silêncio que não significava segurança, apenas espera.
— Para o carro, agora — ele ordenou.
Amara não discutiu. O corpo ainda vibrava com a descarga de adrenalina, mas a mente estava fria. Calculista. Aquilo já não era mais choque — era entendimento.
Os pneus cantaram baixo quando o veículo arrancou. Nenhuma perseguição. Nenhuma