A manhã nasceu cinza.
A casa inteira parecia diferente — não pela luz, mas pela ausência.
Rose caminhava pelos cômodos como quem cumpre uma rotina mecânica: café, relatórios, checar mensagens, ignorar chamadas.
Pedro, ainda no quarto, ouviu o som das xícaras, o abrir e fechar das portas, mas não ouviu a voz dela.
Naquela casa, o silêncio falava alto demais.
Desceu as escadas com cuidado, ainda sentindo o corpo se readaptar.
Rose estava na cozinha, vestindo uma blusa leve, o cabelo preso num coq