Os dias começaram a passar devagar, com aquele tipo de calma que, em vez de consolar, inquieta.
Rose percebia: Pedro estava diferente.
Não de um jeito brusco, mas o suficiente para o instinto dela acordar.
Ele falava menos.
Às vezes, parecia olhar pra ela e estar longe.
Desligava o telefone quando ela entrava no quarto, ou dizia um seco “depois te explico” — e não explicava.
Na primeira vez, ela ignorou.
Na segunda, fingiu que não doeu.
Na terceira, o coração já gritava em silêncio.
— Tudo bem,