A casa dormia.
Do lado de fora, o vento arrastava as cortinas como se quisesse espiar o que vinha depois.
Dentro, o silêncio era um fio tenso entre dois corações que tinham aprendido a esperar.
Pedro estava na varanda, o copo de vinho esquecido ao lado, olhando as luzes da cidade refletirem nos olhos dele.
Rose o observava da porta — a sombra alta, o perfil recortado pela penumbra.
Havia algo diferente ali: não era apenas o homem que sobreviveu… era o homem que voltou.
Ela se aproximou sem dize