Dizer que eu não dormi naquela noite seria eufemismo. Passei horas deitada, encarando o teto como se fosse um quadro interativo projetando todos os meus erros de decisão em HD. Minha cabeça insistia em relembrar cada detalhe da conversa com Enzo, cada vez que ele me olhou como se pudesse arrancar a verdade à força, cada vez que eu desviei os olhos porque… bom, porque eu não podia.
Eu sabia que não podia contar. Não ainda. Talvez nunca.
Santino não merecia ser engolido por um mundo que eu mesma