Havia uma regra silenciosa que eu vinha repetindo para mim mesma desde o jantar beneficente: evitar Enzo Bellini a qualquer custo.
Ou seja, sair mais cedo, entrar mais tarde, fingir chamadas urgentes, me esconder atrás de pastas enormes no corredor. Coisas normais para uma mulher que definitivamente não tem nada a esconder (mentira descarada).
E estava funcionando. Até não funcionar.
Era quarta-feira, e eu tinha acabado de sobreviver a uma maratona de reuniões com investidores que falavam mais