O dia nasceu como se houvesse sido ensaiado. O primeiro raio de luz quebrou a névoa do lago, atravessou as janelas altas da Villa Bellini e pousou no meu rosto com a doçura de um chamado. Respirei devagar. O ar tinha cheiro de lavanda e pão fresco vindo da cozinha. Os sinos da igreja tocaram, longos, e por um segundo tive a sensação de que o tempo decidiu caminhar no nosso ritmo.
— Bom dia, noiva. — Vanessa apareceu na porta com duas xícaras fumegantes. — Trouxe café e coragem.
— Na mesma dose?