Não consegui dormir naquela noite. A carta ficou sobre a minha mesa, como se me encarasse o tempo inteiro, sussurrando promessas e ameaças que ecoavam em meus pensamentos. Li e reli aquela única frase mais de vinte vezes, buscando algum detalhe, alguma pista. Nada. Nenhum remetente. Nenhum símbolo. Apenas palavras frias, diretas, cortantes como navalha:
"PARE DE PROCURAR. ALGUMAS VERDADES DEVEM FICAR ENTERRADAS."
O medo me rondava como um vulto. Pela primeira vez, percebi que talvez eu estive