A noite caiu sobre Valmor como um véu pesado. As luzes fracas do orfanato mal conseguiam iluminar os corredores compridos e silenciosos. Samuel mantinha os olhos atentos ao relógio quebrado na parede, cujo tique-taque irregular parecia zombar de sua ansiedade. Faltavam poucos minutos para a meia-noite.
O bilhete misterioso ainda tremia em suas mãos. “Hoje à meia-noite. No sótão.” Aquilo poderia ser uma armadilha — ou a chance de finalmente obter as respostas que tanto buscava.
Na cabeça de Sa