O trovão rugiu mais uma vez quando a figura encapuzada cruzou a soleira da porta. A luz trêmula da lanterna mal revelava seu rosto, mas o suficiente para que Samuel visse um par de olhos escuros, fixos nele como se o conhecessem profundamente.
Teresa se colocou à frente, protetora.
— Não dê mais um passo — disse ela, sua voz baixa, mas carregada de autoridade.
O homem ergueu uma das mãos em sinal de paz. Os dedos eram longos, marcados pelo tempo e por algo mais sombrio — cicatrizes, talvez?