Samuel recuou lentamente, os olhos fixos na porta. O som daquela voz — grave, baixa e familiar de alguma forma — parecia vir de um pesadelo. Ele não sabia se corria, se gritava ou se apenas ficava parado. Seu corpo não respondia, congelado entre o medo e a curiosidade.
— Samuel... — repetiu a voz do lado de fora, agora mais próxima. — Você não precisa ter medo.
A maçaneta girou levemente. Ele deu um passo para trás, tropeçando nos papéis que ainda estavam abertos no chão da cabana. O coração