— Calma — digo, baixo, instintivo, como se o direito de a proteger jamais tivesse me sido tirado.
Ela respira fundo, a outra mão indo direto para a barriga, como um escudo. O tecido do vestido sobe um pouco no movimento. A visão da vulnerabilidade dela me desmonta.
— Foi só a caixa — ela murmura, a voz ainda embargada. — Esqueci que ainda estava aí.
A caixa aberta no chão. Coisas do bebê. As roupinhas lavadas e para guardar. E com certeza ela quer fazer essa tarefa sozinha.
— Você não chegou a