Antes que ela responda, ouvimos Elza no corredor.
— O almoço fica pronto em dez minutos — avisa, sem invadir o quarto, a presença marcando território mesmo à distância.
Natália assente levemente.
— Obrigada, Elza.
Os passos se afastam, mas a vigilância permanece.
— Quer ficar para o almoço? — ela pergunta, finalmente.
Assinto, incapaz de confiar na minha voz.
Ficamos ali, imersos no silêncio do quarto. Um berço. Um filho. Uma mulher que já não me pertence por direito, mas que me atravessa por d