A madeira da lareira estalava devagar. Do lado de fora, a neve caía em flocos preguiçosos, como se o céu também estivesse cansado.
Madeleine estava sentada na poltrona, com os pés cobertos por meias grossas e o corpo envolto pelo cobertor azul-marinho. O prato do jantar, com restos de pão escuro e queijo de cabra, repousava sobre a mesinha. A xícara de chá esfriava ao lado, esquecida.
Na tela da câmera, as fotos do cais ainda brilhavam, revelando rostos que ela começava a reconhecer com afeto: