O vento tinha mudado de direção naquela manhã. Vinha do mar, úmido e salgado, carregando consigo o som dos mastros batendo uns nos outros, como sinos enferrujados.
Madeleine desceu até a marina com passos firmes, a câmera pendurada no pescoço e as luvas de lã cinza cobrindo metade dos dedos. O chão estava levemente escorregadio, coberto por uma crosta de sal seco que estalava sob as botas.
Erik a esperava encostado num dos barris de rede, com uma maçã na mão e um sorriso no rosto.
— Olha só, a