O barulho começou ainda na madrugada. Primeiro foram os estalos no telhado, depois o vento empurrando as janelas com fúria de mar aberto. Às sete da manhã, a paisagem estava irreconhecível. Tromsø havia desaparecido sob uma cortina branca — neve densa, grossa, lançada em todas as direções como se o céu estivesse em desacordo com o mundo.
Madeleine olhou pela janela da cozinha, a caneca de chá entre as mãos, e suspirou. Nada da obra funcionaria naquele dia.
Recebeu a confirmação pouco depois, co