A neve caía devagar, como se tivesse esquecido que era inverno.
Madeleine se mexeu na cama, os lençóis enrolados ao redor do corpo, a respiração ainda presa entre o sonho e a vigília. Demorou alguns segundos até entender que estava no chalé. Que o ar gelado que entrava no quarto vinha de uma fresta mal fechada da janela. Que o som abafado de pinhões estalando vinha do aquecedor silencioso.
Mas no sonho, não. No sonho, ela segurava Beatrice nos braços — tão pequena quanto no primeiro mês. A meni