A segunda-feira amanheceu cinza, com uma neblina que fazia o fiorde desaparecer por trás da janela. Madeleine ficou alguns segundos ali, imóvel, observando o mundo embaçado como se ele fosse uma lembrança mal definida.
Ainda era cedo. Mas ela se sentia estranhamente acordada.
Vestiu-se devagar, prendeu o cabelo num coque frouxo e colocou o casaco grosso. A rotina voltava — obra, pranchetas, prazos — mas havia algo diferente no peito: não urgência, mas disposição. Uma leve vontade de pertencer.