O domingo amanheceu com neve fina e céu azul desbotado.
Madeleine ficou um tempo deitada, olhando as partículas se acumularem no parapeito da janela como se o mundo estivesse sendo pintado devagar, pincelada por pincelada.
Nenhum alarme tocou. Nenhuma urgência.
Ela apenas respirou.
Levantou sem pressa, vestiu meias grossas e foi até a cozinha. A chaleira cantarolava no fogão quando notou que a luz da varanda se acendera automaticamente.
Era a primeira vez que percebia esse detalhe do chalé.
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