Estela
O som dos monitores parecia mais baixo naquela manhã. Ou talvez fosse o meu coração que finalmente desacelerava, depois de dias vivendo no limite entre a vida e o fim.
Gui estava sentado ao meu lado, com os olhos cansados, mas o olhar atento. Sempre atento. Seu dedo entrelaçado ao meu, como se aquele toque fosse o único elo que ainda me mantinha aqui.
— A doutora disse que se continuar assim, amanhã você sai da UTI. ele disse com um sorriso pequeno, mas cheio de esperança. — E vai poder