Guilherme
Quando o carteiro deixou o envelope na portaria do prédio, eu mal pude acreditar. Era uma carta, daquela que eu pedi, que esperei com o coração na mão, como um garoto esperando o sinal da sua amada na janela. O envelope simples, o nome dela escrito à mão. Estela.
Minha mão tremia ao abrir. O papel tinha aquele cheiro característico, o toque leve e a caligrafia inconfundível dela. Imediatamente, minha mente voltou às férias da faculdade, quando encontrava bilhetes anônimos pendurados n