Estela
A luz do sol entrava tímida pelas frestas da cortina. O quarto ainda cheirava a vinho, lençol amassado e pele quente. Virei devagar, os músculos preguiçosos, e dei de cara com o sorriso dele.
Jordan, deitado de lado, me observava com aquele olhar de quem sabe exatamente o que fez — e o quanto fez bem.
— Bom dia, ruivinha, ele murmurou, a voz ainda rouca de sono.
— Bom dia nada… que horas são?
Ele esticou o braço, pegou o celular na mesa de cabeceira e arregalou os olhos.
— Sete e cinquen