Andréia
Durante o caminho até a casa dos pais do Gustavo, eu tentava disfarçar o nervosismo, mas minhas mãos suavam e o coração parecia fora de ritmo. Henrique, sempre curioso, olhava pela janela, encantado com as ruas largas e cheias de árvores do bairro nobre de Belo Horizonte.
— Calma, meu amor… Gustavo apertou minha mão, me olhando com firmeza. — Você não precisa provar nada para ninguém.
Assenti em silêncio, sentindo meus olhos marejarem. A voz dele era meu porto seguro, mas a mansão que