Parte 22...
Ayla
Descemos para o jardim. Alguns homens dele observam de longe. Entre as flores e as árvores iluminadas com luzes brancas, um juiz de paz aguarda, com papéis na mão. Tudo parece bonito demais para algo tão nojento.
Meu coração está tão apertado que tenho medo até de desmaiar. Sinto todo meu corpo tremendo. Nem quero olhar em volta. Não conheço essa gente que está aqui. Pra mim são um bando de malucos.
Olho para Emir. Sua cara não está nada boa. Talvez eu deva me manter calada por enquanto. Não quero arriscar que ele me machuque aqui. Essa gente é capaz de gostar. O tio dele me olha com uma expressão que me faz ter calafrio. Não gosto mesmo desse homem.
Eu ainda sentia o tecido do vestido arranhando minha pele quando o juiz declarou o fim da cerimônia. Um silêncio estranho tomou o jardim, como se ninguém soubesse se devia bater palmas ou fugir. Eram poucos convidados, todos homens.
Emir apenas inclinou a cabeça para o juiz. Não sorriu. Não me tocou. Não disse nada. Eu só