Parte 21...
Emir
A porta bate atrás de mim quando saio do escritório, antes de seguir para um compromisso. A chuva fina da manhã ainda está no ar. Eu desço os degraus, confiro o celular e vejo duas mensagens dos meus homens. Ayla saiu.
Ótimo. Ela achou mesmo que poderia dar um passo sem que eu soubesse. Atendo a ligação no primeiro toque.
— Fala.
— Chefe, ela está indo pro lado oeste. Parece que vai pegar o ônibus. Está apressada. O que fazemos?
— Deixa. - ajusto o relógio no pulso. — Só me passa tudo. Fique longe pra ela não perceber.
— Sim, senhor.
Eu desligo. Ayla quer ir ao laboratório. Era óbvio que ela tentaria. A garota acredita que ainda tem escolhas. E eu deixo. É melhor observar até onde vai essa “liberdade” que ela acha que tem. E também quero saber se alguém vai encostar nela. Se meu tio Faruk mexer um dedo, eu sei o que fazer.
Ligo para Miriam. Ela atende rápido, ofegante.
— Senhor Emir?
— Ayla vai chegar aí agitada. Você faz o que ela quiser. Deixa ela pensar que está no