Parte 74...
Ayla
Dia seguinte
Fechei a mala com o joelho, forçando o zíper que insistia em travar. O apartamento estava uma bagunça organizada: roupas sobre a cama, caixas abertas no chão, papéis da tia empilhados na escrivaninha, remédios separados em sacolas. Cheirava a poeira, a tecido guardado, a qualquer coisa que me passava pela cabeça, no meu nervosismo e ansiedade de dar o novo passo.
Narin estava sentada no chão, dobrando camisetas com um cuidado exagerado, pensativa até demais.
— Você tem certeza que não quer levar esse casaco? – disse erguendo um azul claro que eu usava pouco.
— No interior faz mais frio à noite. Coloca ali.
Ela obedeceu, enfiando o casaco na mala dela. Ficou um tempo em silêncio, mordendo o lábio, os dedos parados sobre a roupa.
— Você está estranha desde ontem - disse enfim, sem me olhar.
Eu puxei o ar devagar.
— Eu falei com o Emir.
Ela ergueu o rosto na mesma hora.
— Falou… Como assim falou? Você não me disse como foi, depois que saiu daquele jeito, com