Parte 78...
Emir
Minha mão fechou na gola do paletó e o joguei contra a estante. O barulho seco ecoou pelo escritório.
— Você encostou nela?! – arregalei os olhos.
Ele riu, mesmo com o impacto.
— Olha só você… - tossiu. — Exatamente como eu disse. Perdido.
O soco veio automático. Forte. Sentido. Ele caiu contra a mesa, derrubando tudo.
— Ela não é moeda de troca! - gritei de novo.
Ele se levantou cambaleando, o rosto manchado de sangue.
— Tudo é moeda nesse jogo, Emir! Sabe bem disso - cuspiu.